Bahia recebe o Vasco pelas oitavas de final da Copa do Brasil

O clima no Bahia, nas últimas semanas, parece refletir o tempo cinzento que tem feito em Salvador. E cabe ao Esquadrão interromper esta coincidência, pois, assim como a chuva deve continuar na capital até o fim de semana, um novo resultado ruim para o tricolor nesta quarta-feira, 9, às 21h45, diante do Vasco, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, pode instaurar de vez a crise.

As notícias ruins têm cercado o Esquadrão de todas as formas possíveis: dentro do campo, com o jejum de gols — que já dura três partidas — e o mau início de Campeonato Brasileiro, e também fora, com a perda recente da mãe do treinador Guto Ferreira. O técnico, inclusive, protagonizou um episódio, digamos, deselegante com o treinador Claudinei Oliveira, do Sport, ao recusar cumprimentá-lo após a derrota por 2 a 0 no último domingo — depois, Guto pediu desculpas a ele pessoalmente.

Em entrevista coletiva concedida nesta terça, 8, Guto disse acreditar que a receita para reverter a fase ruim é convencer o elenco de suas qualidades ofensivas. “Temos que conversar, mostrar vídeos deles fazendo gol pra eles verem do que eles são capazes. E mostrar situações: ano passado, o Bahia fez 50 gols na Série A do Brasileiro. Desses 50, 25 foram marcados por jogadores que continuam dentro do plantel. Eles são capazes, sim. Eles são qualificados, sim. É um momento que nós estamos passando. E, dentro de campo, na medida do possível, temos que trabalhar. Repetir. Fazer. Corrigir. E acreditar. Na hora em que sair um [gol], tira aquele peso e com certeza virão outros”, declarou.

O técnico disse não concordar com a intensidade das críticas que o Esquadrão vem sofrendo. Segundo Guto, as vaias que o time recebeu no fim do jogo contra o Botafogo-PB foram injustas. “Primeiro, jogaram oito atletas que não vêm jogando regularmente, e isso, queira ou não, quebra o nivel de conjunto. Mas, assim mesmo, fizemos um bom jogo. Se a gente tivesse empurrado [para o gol] uma ou duas bolas, com certeza a critica que foi feita teria sido aplauso“, afirmou. Só que as vaias aconteceram justamente por causa da falta de gols.

A análise da derrota contra o Sport foi em outro tom. Segundo o comandante tricolor, faltou estabilidade psicológica à equipe. “O jogo passado até começamos bem, mas nos perdemos dentro da partida. Tomamos um gol no último minuto [do 1º tempo], o que nos atrapalhou bastante, e outro logo no início do 2º tempo, o que desequilibrou a equipe mentalmente. A gente não pode perder o foco, a maneira de pensar positivo, de confiar no que a gente vem fazendo“, fazer um grande jogo”, falou.

Falando em equilíbrio…

A partida desta quarta oferece ao Bahia a oportunidade de desequilibrar o histórico do duelo: desde 1936, quando as equipes se enfrentaram pela primeira vez, foram 26 vitórias do tricolor, 18 empates e 26 triunfos vascaínos.

O time carioca, inclusive, terá vários desfalques para o jogo. O técnico Zé Ricardo continua sem o atacante Rildo e os meias Paulinho, Evander, Giovanni Augusto e Thiago Galhardo. Na vaga de Galhardo, que foi titular na goleada por 4 a 1 sobre o América-MG, no último domingo, deve entrar Wagner. Outra provável ausência é o lateral-direito Rafael Galhardo. Se ele de fato não entrar em campo, Yago Pikachu será deslocado para a vaga e Kelvin entra do lado direito do meio-campo.

Guto Ferreira, por sua vez, ainda não poderá contar com os zagueiros Rodrigo Becão e Douglas Grolli e o meia Marco Antônio, uma vez que, nas palavras do próprio treinador, o departamento médico “não faz mágica”. Nino Paraíba, com uma amigdalite, é dúvida para o confronto. Se o lateral não jogar, será substituído por João Pedro. Júnior Brumado, que poderia ser uma opção para o ataque, está servindo à seleção brasileira sub-20.

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