Brigas entre facções deixam três esfaqueados no presídio de Eunápolis

Uma série de brigas entre facções rivais deixou três presos esfaqueados no presídio de Eunápolis (extremo sul da Bahia), neste domingo (6), num intervalo de apenas 5 horas. As vítimas são Orleans dos Santos Silva, 28, ferido por volta das 10h, e Ronald Viana Queiroz, 21, e Caíque Santos Silva, 20, atacados durante o banho de sol, às 15h.

Todos estão presos por tráfico de drogas, são do regime semiaberto e fazem parte de facções que atuam na região – as agressões teriam ocorrido por disputa entre as facções no presídio.

Atingido nas nádegas, Orleans dos Santos Silva foi levado para o Hospital Regional de Eunápolis e liberado, após atendimento. Ele já retornou ao presídio.

Ronald, com uma facada nas costas, e Caíque, com perfurações nas nádegas e pernas, tiveram de ficar internados no hospital e não correm risco de morte. A direção do presídio informou que investiga quem são os agressores e como eles tiveram acesso às armas brancas dentro da unidade prisional.

A administração do presídio é feita pela empresa Reviver, em regime de cogestão com o Estado da Bahia. O CORREIO não conseguiu contato com a Reviver. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (Seap), até 2 de janeiro o presídio estava com 621 presos, mas a capacidade é de 457 detentos.

A unidade prisional recebe criminosos de cidades da Costa do Descobrimento, onde atuam facções diversas, sendo as mais fortes a Mercado do Povo Atitude (MPA), de Porto Seguro, e o Primeiro Comando de Eunápolis (PCE).

Teria sido a disputa entre facções, inclusive, o motivo do ataque a um ex-presidiário neste domingo, em Eunápolis, no qual o sobrinho dele, de 8 anos, acabou morrendo.

O homem, identificado como Iago França dos Anjos, estava em um bar no Centro da cidade junto com o menino, Joelson Neto França de Oliveira, e outros familiares, quando o atirador desceu de um carro fazendo disparos.

Joelson ainda foi socorrido, mas morreu dentro da ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Iago foi hospitalizado, com tiros no tórax, está internado e não há informações sobre o estado de saúde dele. Ninguém foi preso até o momento.

A Polícia Civil descartou que as agressões dentro do presídio sejam indício de uma possível rebelião. Na unidade prisional, em Eunápolis, o último motim dos presos ocorreu em 28 de abriu de 2014, quando seis morreram e sete ficaram feridos.

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