Dilma: ‘Gleisi é vítima de investigações ilegais e abusivas’

A ex-presidente Dilma Rousseff se pronunciou, por meio de nota divulgada em suas redes sociais, nesta segunda-feira (18), sobre o julgamento de denúncia contra a senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), na Lava Jato.

“A presidenta do PT é vítima de perseguição movida por meio de delações mentirosas e sem provas, obtidas em investigações ilegais e abusivas”, disse a ex-presidente. “O processo contra Gleisi, o ex-ministro e ex-deputado federal Paulo Bernardo e o empresário Ernesto Kugler tem todas as características de uma farsa, repleta de mentiras evidentes e depoimentos contraditórios”, completou.

Ela ainda criticou o vazamentos de informações à imprensa. “Os réus que acusam Gleisi Hoffman foram mudando suas denúncias, feitas originalmente em 2014, à medida que eram desmentidos pela verdade dos fatos, embora suas delações já tivessem sido criminosamente divulgadas para a mídia. O inquérito aberto pela Polícia Federal era secreto e, no entanto, foi vazado para a imprensa, a fim de destruir a reputação dos acusados, notadamente Gleisi Hoffmann”, pontuou.

Denúncia

Gleisi e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) nos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Nesta terça-feira (19), os cinco ministros que compõem a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) devem decidir pela condenação ou absolvição dos dois. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com a denúncia, Gleisi teria recebido R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado em 2010. O valor teria sido negociado por intermédio de Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kluger Rodrigues, que também é réu.

No entendimento da PGR, o valor da suposta propina paga a Gleisi é oriundo de recursos desviados de contratos da Petrobras, conforme citações feitas pelo doleiro Alberto Youssef, um dos delatores das investigações.

A Segunda Turma é composta pelos ministros Edson Fachin, relator da ação, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli

Defesa

Em documento encaminhado ao Supremo durante a fase de defesa, os advogados do casal afirmaram que as acusações são “meras conjecturas feitas às pressas”, em função de acordos de delação premiada.

“A requerida [senadora] jamais praticou qualquer ato que pudesse ser caracterizado como ilícito, especialmente no bojo do pleito eleitoral ao Senado no ano de 2010, na medida em que todas as suas contas de campanha foram declaradas e integralmente aprovadas pela Justiça Eleitoral”, afirmou a defesa, na ocasião.

Após tomar ciência da liberação do processo para julgamento, a defesa da senadora disse que recebeu a notícia com naturalidade e confia que será absolvida.

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