Dólar abre em alta e supera R$ 4,60 pela 1ª vez

O dólar opera em alta pela 12ª sessão consecutiva nesta quinta-feira (5), superando logo na abertura pela 1ª vez o patamar de R$ 4,60.

Às 9h42, a moeda norte-americana subia 0,53%, cotada a R$ 4,6031. Na máxima até o momento chegou a R$ 4,6121.

No dia anterior, o dólar encerrou a sessão em alta de 1,51%, a R$ 4,5790, novo recorde nominal de fechamento (sem considerar a inflação), após a divulgação dos dados oficiais do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019, que registrou alta de 1,1% em 2019, confirmando resultado mais fraco em 3 anos e desaceleração da economia brasileira no 4º trimestre. Na máxima do dia, a moeda chegou a R$ 4,5835, até então o recorde nominal intradia.

No ano, a alta acumulada já chega a quase 15%.

O Banco Central ofertará neste pregão até 20 mil contratos de swap cambial tradicional com vencimento em agosto, outubro e dezembro de 2020, destaca a Reuters.

Os investidores seguem de olho nos impactos do coronavírus na economia global e nos próximos passos do Banco Central do Brasil após corte de juros surpresa pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA).

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reunirá em 17 e 18 de março para deliberar sobre a taxa de juros, que está em patamar mínimo recorde de 4,25% ao ano.

Os recentes cortes da Selic a mínimas históricas reduziram a diferença entre as taxas pagas pelos títulos brasileiros e os papéis norte-americanos — considerados os mais seguros do mundo. Assim, o investidor estrangeiro tem tido menos estímulo para aplicar na renda fixa local, o que prejudica o fluxo cambial e recentemente colaborou para a alta do dólar a sucessivas máximas recordes.

Por ora, os economistas avaliam que a economia deve crescer entre 1,5% e 2% neste ano.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira que o resultado do PIB ficou “dentro do previsto” e reafirmou que a estimativa é que a economia brasileira cresça 2% em 2020.

Questionado sobre o impacto do surto de coronavírus na China, principal parceria comercial do Brasil, Guedes admitiu eventuais prejuízos, mas ressaltou que o Brasil tem dinâmica própria de crescimento, que poderá ser acelerada com as reformas.

 

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