Em postagem sensual, ex-Malhação demonstra ter medo de ser esquecida

Durante três anos (2007-2010) Carolinie Figueiredo cativou o público vivendo a divertida Domingas em ‘Malhação’. Após particpações em novelas da Globo, a atriz se afastou da TV, mas manteve o público próximo graças às redes sociais. Na madrugada desta quarta-feira (27), ela usou o Instagram para falar sobre a pressão de “gerar conteúdo”.

“Ando recolhida, reflexiva e a pressão por gerar conteúdo é tão grande que tenho medo de ser esquecida quando chego em lugares de vazios e pausas. Eu continuarei sendo vista quando eu tiver em suspensão, imersa em processos ? Diga sim se você quer continuar recebendo meus posts porque a sensação é que vou sumir aqui, no silêncio. Diga que você me vê mesmo nesses momentos que estou desviando o foco de mim. Diga também se tudo bem seu corpo ser assim como ele é. Lua cheia chegando e eu aqui expandindo de dentro pra fora. Foto @raelbarja”, escreveu Carolinie.

Na foto da postagem, a atriz aparece com os seios seminus, usando uma camiseta aberta. Nascida no Rio de Janeiro, Carol é mãe de dois filhos, Bruna, de 6 anos, e Theo, de 4.

 

🖤mi – rainha de mim mesma🖤📸 @raelbarja

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Eu digo: abrace seu corpo com acolhimento no aqui e agora. Isso não quer dizer que eu precise fechar os olhos pra todas as coisas que eu mudaria no meu corpo. Mas até a iniciativa da mudança precisa vir de um lugar de auto-amor. Acontece que desde pequenas somos metralhadas com imagens de beleza-perfeição. Beleza-felicidade. Beleza-corpo-perfeito. A maioria dessas imagens tratadas severamente com qualquer tipo de correção seja estética ou de correção de imagem. Daí a gente vai ficando escrava de um padrão de beleza inatingível e é por isso mesmo que a máquina gira. Gira TUDO que pode girar $$$ pra eu correr atrás do corpo perfeito, da saúde perfeita, da boca/ peito/ bunda/ orelha/ canela perfeita. E esse estado de plenitude e satisfação não vai chegar nunca, porque a manivela que gira é a da incompletude + o estímulo ao consumo. Sou eu e tantas outras implorando pra fazer parte. Sou eu agradando compulsivamente pra ser aceita. Eu projetando minha felicidade / liberdade num lugar distante do futuro (quando eu… Se eu… Assim que…) ou idealizando algo do passado como as fotos antigas ou o corpo de antes dos filhos. E cá estou em espiral, ora preenchida de auto amor e espalhando isso por aí. Ora detestando ser quem sou, miraculando novas maneiras de esconder (minhas estrias, minha celulite, meus flancos e minha tendência a depressão/ compulsão). Essa tem sido minha busca: viver na presença, no presente. Mas o primeiro passo é aceitar e assumir esse corpo. Senão é fuga. No silêncio, na pausa do aqui e agora, meu corpo é perfeito (assim como eu). E eu estou em paz. Aonde a mente não toca, aonde o julgamento alheio não chega. Quando eu não me olho de fora, nesse instante, eu estou em paz. E na presença de ser quem sou, no aqui e agora. Agora respira. #cantodamulherquecanta

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Essa coisa de ódio ao corpo é muito séria! Não é só sobre estar acima do peso. No meu caso não é só acolher e amar minhas estrias, celulites e o tamanho do meu quadril. O grau de cobrança e neurose é tão grande que há mais de 20 anos eu odeio até minhas manchinhas. Minhas casquinhas de mosquitos arrancadas no ódio e na retaliação de tentar machucar alguém. É querer beber veneno pro outro morrer. Eu passei O DIA TODO vendo a vida maravilhosa das outras pessoas que eu sigo. Sei que quando estou nesse lugar estou fugindo de olhar pra dentro. Ontem falando sobre punições e castigos para educar filhos tive um insight de como arrancar minhas casquinhas era uma forma de me punir. Hoje fui a lugares profundos de pensar como não é só se desprender de punições e castigos pros meus filhos. É curarToda sociedade que pune, que cria relações no medo e na escassez. E eu recompensando frustração com paçoquinha. Pensei como até a figura de algo divino que alguns chamam de Deus pra mim sempre soou como um ser que pune, faz restrições e castiga os maus comportamentos. Basta! Hoje fiz exatamente o que faço quando chego em lugares sombrios: mergulho nos recebidos de todas celebridades que ainda sigo. Já que parei de procurar no companheiro e nos filhos, algo em mim ainda acredita que minha libertação surgirá do stories de pessoas que já estão com toda vida ganha. Agora que observei todo mecanismo, agora que abracei minhas sombras e minhas feridas antigas (que mesmo quando estão sarando eu arranco a casca/proteção). Agora que consigo observar com mais distância porque não estou identificada com minhas emoções. Ofereço colo as minhas vozes que dizem: eu sou uma farsa, uma fraude que finge poder. Minha máscara mais antiga é a fofa que aceita tudo pra agradar. Mas quando ela cai: venham venham meus monstrengos. Fale de um lugar com um pouco mais de verdade antes que o sol volte a brilhar. Meu corpo. Meu instrumento de poder. De ser quem sou no aqui e agora. Hoje cada estrela limpará essas manchinhas que ainda remetem punição. Restrição de todos os tipos. Retalhar o corpo como forma de rebeldia. Estou cheia de filtros mas estou em processo. (De ser).

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