Foto de Leticia Colin com topless é excluída pelo Instagram e gera campanha entre famosas

Capa da revista "Marie Claire" com a atriz Leticia Colin — Foto: Divulgação/Marie Claire

Uma foto da atriz Leticia Colin com os seios à mostra foi excluída pelo Instagram nesta quarta-feira (28), mobilizando famosas em uma campanha contra a censura ao corpo feminino.

A imagem, parte de um ensaio produzido pela revista “Marie Claire”, foi divulgada pela diretora de redação da publicação, Laura Ancona, e deletada em seguida. O mesmo aconteceu com um post na página oficial da revista.

Na rede, a jornalista mostrou uma mensagem automática enviada pela plataforma. Nela, o Instagram diz que a postagem foi excluída por descumprir regras relacionadas à “nudez e pornografia”.

Procurada pelo G1, a empresa disse que permite a publicação de fotos de seios em situações específicas, como durante a amamentação, no parto e em momentos após o nascimento de crianças.

Registros de cicatrizes relacionadas a procedimentos de mastectomia e de outras circunstâncias relacionadas à saúde também são liberados, segundo a rede social.

Post da diretora de redação de "Marie Claire", Laura Ancona, excluído pelo Instagram — Foto: Reprodução/Marie Claire

#FreeTheNipple

A hashtag #FreeTheNipple (“mamilos livres”) se espalhou em posts de mulheres na plataforma, em referência ao caso. Celebridades aderiram à campanha.

Nanda Costa, que contracenou com Colin na novela “Segundo Sol”, republicou a foto do topless em sua página. “Meu corpo, minhas regras”, escreveu.

Tainá Müller postou um texto em que pede o fim da erotização dos seios femininos. “Em vez de deixarmos nossos seios livres, o que seria o mais saudável para a espécie, os censuramos simplesmente porque eles são vistos, em primeiro lugar, como obscenos”, disse. A mensagem foi republicada por Thaila Ayala.

Visualizar esta foto no Instagram.

Você sabia que o uso de roupas e sutiãs ao longo dos séculos atrofiou as glândulas de Montgomery, responsáveis pela lubrificação e proteção dos mamilos durante a amamentação? Essa é considerada uma das principais causas dos problemas que a maioria das mulheres enfrentam ao amamentar nos primeiros meses: mamilos rachados (ou despedaçados!) e muita dor. A dor interrompe a cascata hormonal que é responsável pela produção de leite. Com isso, acaba-se recorrendo à mamadeira e pronto! Temos mais um bebê privado da alimentação de ouro da primeira infância. Isso tudo acontece porque nossos seios foram cobertos e privados de sol ao longo dos anos, atrofiando tais glândulas e transformando uma pele, que deveria ser acostumada à alta fricção da sucção, em uma pele finíssima. Só quem viveu a dor lancinante e quase insuportável ao dar de mamar sabe do que eu estou falando. Mas por que aceitamos o fato de algo tão natural e fisiológico causar tanta dor e desconforto? Simplesmente porque a função mais sagrada dos seios da mulher, que é a de alimentar um bebê, é totalmente soterrada pela erotização do olhar do patriarcado. Ao invés de deixarmos nossos seios livres, o que seria o mais saudável para a espécie, os censuramos simplesmente porque eles são vistos, em primeiro lugar, como OBSCENOS. Nesse exato momento em que você lê isso uma mãe está se escondendo para alimentar seu filho com medo de retaliação. Num país tropical como esse, não podemos ousar (nem grávidas!) a tomar sol no peito (como recomendam os médicos) que chamam a polícia. Mais uma prova de que essa sociedade é feita por homens e para os homens. Obrigada, @leticiacolin e @marieclairebr pela coragem de trazer essa pauta. Agora um pouco mais sobre nossos amados e incríveis mamilos: Os tubérculos de Montgomery são conhecidos por terem funções antibacterianas. Esses tubérculos produzem óleos naturais que se encarregam de controlar o pH e proteger o mamilo de qualquer tipo de infecção. Além disso, substâncias voláteis nas secreções podem servir de estímulo olfativo para o apetite dos bebês recém-nascidos durante o aleitamento. A natureza é perfeita. Free tetas!

Uma publicação compartilhada por Tainá Müller (@tainamuller) em

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