Morre menina picada por escorpião em casa no interior de SP

Uma menina de 4 anos morreu depois de ser picada por um escorpião no quintal de casa, em Cabrália Paulista, no interior de São Paulo. Yasmin Lemos Campos chegou a ser socorrida, mas o hospital de Duartina, cidade vizinha para onde ela foi levada, não tinha o soro que combate o veneno. O enterro foi realizado na manhã desta quinta-feira (11).

Segundo a mãe de Yasmin, Letícia Lemos, a menina estava brincando quando foi picada. Ela levou a filha ao posto de saúde da cidade. De lá, a criança foi encaminhada de ambulância para o hospital em Duartina.

“Demorou muito, né? Eu estava em Duartina e, ao invés da ambulância de lá levar a gente, ligaram para uma ambulância de Cabrália Paulista. Aí ela teve que sair de Cabrália, para ir a Duartina e só depois me trazer para Bauru”, contou Letícia.

O hospital de Duartina não tinha o soro usado para combater o veneno e por isso a menina precisou ser levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Bauru. Segundo a TV TEM, a UPA informou que uma vaga em UTI foi disponibilizada para Yasmin, que não pôde ser transferida por conta da gravidade do quadro clínico.

De acordo com o prefeito de Cabrália Paulista, Zequinha Madrigal (PTB), o Hospital Santa Luzia, de Duartina, deveria ter acionado o Samu da cidade, pois é enviada uma verba para atender os moradores.

O Hospital Santa Luzia se defende dizendo que existe um acordo entre as prefeituras que determina que o transporte só pode ser feito por ambulância da cidade onde o paciente mora. Por este motivo, a menina precisou esperar a volta do veículo de Cabrália para ser levada a Bauru.

O prefeito de Duartina, Aderaldo Pereira de Souza Junior (PP), por sua vez, disse que, apesar do acordo, a ambulância do município poderia ser disponibilizada, mas o hospital optou por chamar o veículo de Cabrália.

O Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual de Saúde, responsáveis pelo fornecimento e distribuição do soro antiescorpiônico, ainda não se posicionaram.

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