Mulher dorme na rua com filha em Salvador por medo de voltar para casa onde foi agredida por ex: ‘tentou me matar’

Mãe e filha dormiram na rua na madrugada desta sexta-feira (13) por medo de voltar para casa onde foram agredidas, no centro de Salvador.

Segundo Josenaide Santos, o ex-companheiro dela invadiu a residência, deu várias mordidas nela e a ameaçou de morte com um paralelepípedo. Após cometer o crime, o homem, que não teve a identidade revelada, fugiu do local.

“Ele ficou preso quase um ano e nessa madrugada ele arrombou minha janela, entrou em minha casa e tentou me matar novamente”, disse Josenaide.

“Eu estava dormindo quando ele entrou lá em casa, já senti a mordida no meu rosto. Ele mordeu o meu ‘seio’ e o meu rosto”, contou.

À reportagem da TV Bahia, a mulher contou que conheceu o ex-companheiro há quatro anos. Ela também disse que foi esfaqueada por ele quando tentou se separar.

“Já vem há muito tempo atrás [as agressões]. Eu convivi com uma pessoa há quatro anos e não deu certo. Eu pedi para ele ir embora, ele foi pegar as coisas em casa e me esfaqueou”, disse.

Josenaide também disse que a agressão aconteceu mesmo após ela conseguir uma medida protetiva. A filha dela sofreu um ferimento na boca.

“Eu não sei mais para onde ir e nem a quem recorrer mais. Estou com medo de morrer, eu e minha filha, porque eu moro sozinha”, disse, desesperada.
“Imagina aí, uma pessoa louca dessas, que já tentou me matar, já me deu três facadas e agora volta novamente. Eu não sei mais o que faço”.

A mulher disse que o ex-companheiro só parou a agressão após ela conseguir morder a testa dele e chamar por socorro. Um grupo de policiais chegou ao local cerca de 15 minutos depois do suspeito fugir.

“Demorou uns 15 minutos para chegar e eu moro atrás do 10° Batalhão e a guarnição que veio, veio lá do Campo Grande”, disse Josenaide.
Josenaide e a filha foram levadas para a Delegacia da Mulher (Deam) de Brotas, mas não foram atendidas no local, porque não havia plantão no horário.

“Os policiais vieram, me levaram para a Delegacia da Mulher, em Brotas, só que eles não estavam com o plantão aberto, e eles disseram que não poderia fazer nada se não encontrou ele [suspeito]”, disse.

De acordo com a Polícia Civil, o atendimento às mulheres deve ser feito em qualquer horário e que houve um erro dos funcionários que estavam no local. O caso é investigado pelo órgão.

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