Silas Malafaia diz que agressor de Bolsonaro é ‘militante do PT e assessora campanha de Dilma’; ex-presidente ameaça processar o pastor

O pastor Silas Malafaia, líder da igreja evangélica Vitória em Cristo (ligada à Assembleia de Deus), fez uma série de posts no Twitter nos quais relaciona o agressor de Bolsonaro, Adelio Bispo de Oliveira, ao Partido dos Trabalhadores. Adelio foi preso na quinta-feira (6) depois de dar uma facada no candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, quando era carregado nos ombros por apioadores durante um evento de campanha em Juiz de Fora (MG).

No primeiro post, horas após o ataque, Malafaia disse que “o criminoso que tentou matar Bolsonaro é militante do PT e assessora a campanha de Dilma ao Senado em Minas” (veja reprodução abaixo).

Logo depois da publicação, Malafaia foi questionado no próprio Twitter pelo fato de que não há registro de que Adelio seja filiado ao PT. Adelio foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014 e não tem filiação a nenhum partido atualmente. À polícia, ele confessou o crime e disse que agiu “a mando de Deus”.

Em resposta a Malafaia, a campanha de Dilma, que é candidata do PT ao Senado em Minas, informou na sexta-feira (7) que vai processar o pastor por injúria, calúnia e difamação.

Malafaia respondeu dizendo, também na rede social: “Eu não falei que o criminoso que tentou matar Bolsonaro é funcionário de Dilma, eu falei que assessora no sentido de apoiar a campanha dela. Foi preso com 4 telefones e 1 lap top, sempre apoiando as causas petistas. ELE APOIA DILMA!”

No mesmo dia, Malafaia afirmou na rede social que o criminoso estava há 15 dias em Juiz de Fora, “pagando a pensão com dinheiro ao vivo. Tem curso superior, não é doente mental, tem mais gente envolvida com certeza. O camarada é petralha, não adianta negar.” E disse ainda que seria uma “grande honra” ser processado por Dilma.

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