Suspeito é detido vandalizando monumento do Morro do Cristo

Um homem que depredava o monumento do Morro do Cristo, na Barra, foi levado à delegacia pela Guarda Civil Municipal nesta segunda-feira (5). Ele foi flagrado no local pelos guardas ainda na madrugada. O monumento foi restaurado recentemente, com custo de R$ 24,4 mil. Em nota, a prefeitura lamenta que o vandalismo “tem se tornado cada vez mais frequente” e lembra os custos financeiros e culturais de atacar os monumentos.

Ao todo, treze monumentos foram reformados pela prefeitura de Salvador em 2018 – e dois deles foram vandalizados no mesmo ano, após a reforma, a estátua de Castro Alves na praça homônima e a Ode a Jorge Amado, no Imbuí. Segundo a prefeitura, os gastos mensais para recuperar os monumentos quebrados e pichados, incluindo aí praças e equipamentos de lazer, chega a R$ 45 mil. Desde 2013, foram R$ 3 milhões gastos apenas na restauração ou confecção de 74 monumentos históricos, sob execução da Fundação Gregório de Mattos (FGM).

Na maioria dos casos, os vândalos tentam arrancar algo da obra para tentar revender – seja ferro, alumínio, ou bronze. Alguns agem por intolerância, como no caso de ataques à Pedra de Xangô – a prefeitura, através da Secretaria de Cidade Sustentável e Inovação (Secis), vai transformar a área ao redor em um parque.

Por conta de tudo isso, a FGM tem organizado atividades de educação, com a conversa mensal “Patrimônio é…”, ação do programa Salvador Memória Viva, com atividade de proteção e estímulo à preservação. Essa roda de conversa mensal aborda a questão do patrimônio cultural em diálogo com a história, memória, arquitetura, espaço público, educação, gestão e economia da cultura. Entre 2017 e 2018, foram 19 encontros.

Outra ação da FGM para aproximar o cidadão com sua história e seus monumentos é o projeto #Reconectar. Através dessa iniciativa, alguns monumentos da cidade ganharam placas com QR Code instaladas próximas às suas bases. Basta aproximar um celular ou tablet com leitor para esse tipo de código que um link se abre dando acesso à ficha com os dados e um resumo sobre o personagem ou evento retratado naquela obra, aproximando o cidadão da história da cidade. Até um circuito cultural foi organizado para alunos da rede municipal com os monumentos dotados de placas de QR Code.

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