Tido como desaparecido nos escombros de prédio é encontrado em outra cidade, diz delegado

Artur Hector de Paula entrou para a lista de procurados nos escombros do edifício que desabou no Centro de São Paulo (Foto: Roberto Kovalick/TV Globo)

Tido como desaparecido nos escombros do edifício Wilton Paes de Almeida, Artur Hector de Paula, de 45 anos, foi encontrado vivo em outra cidade, informou o delegado seccional do Centro, Marco Antônio de Paula Santos.

De acordo com o delegado, parentes que moram em Minas Gerais confirmaram que ele está naquele estado. A cidade onde Artur está não foi informada.

Segundo o policial, Artur apareceu inicialmente numa cidade do interior de São Paulo e, depois, viajou para Minas Gerais. Ele teria pedido para vizinhos que falassem que ele não tinha sido visto.

Com a confirmação de que Artur está vivo, os bombeiros buscam seis pessoas nos escombros:

  • Francisco Dantas, de 56 anos;
  • Selma Almeida da Silva, 40;
  • Werder, 10, filho de Selma;
  • Wendel, 10, filho de Selma (gêmeo de Werder);
  • Eva Barbosa Lima, 42;
  • Walmir Sousa Santos, 47.
 A primeira vítima, encontrada na sexta-feira (4), foi identificada como Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, de 39 anos, o homem que morreu durante a tentativa de resgate.

Buscas

Os bombeiros localizaram na manhã desta quarta-feira (9) novos restos mortais em meio aos escombros do desabamento do prédio no Centro de São Paulo na última terça-feira (1º).

Foram encontrados ossos da pélvis e vértebras com auxílio cadela farejadora Vasti. O Instituto Médico Legal (IML) foi ao local para recolher os ossos para análise.

“Esses ossos foram encontrados no subsolo, um local diferente de onde foram achados os outros ossos de ontem”, disse o capitão Marcos Palumbo, porta-voz dos bombeiros. Segundo o capitão, isso reforça a hipótese de que os restos mortais pertençam a indivíduos diferentes.

Bombeiros chegam ao 1º subsolo (Foto: Kleber Tomaz/G1)
Bombeiros chegam ao 1º subsolo (Foto: Kleber Tomaz/G1)

“Não é possível afirmar se morreram queimadas ou sofreram fraturas”, disse Palumbo. “Só o IML apontará a causa das mortes. Nós não podemos dizer a causa da morte”, afirmou.

Aos jornalistas, Palumbo ressaltou que não é possível determinar, no momento da descoberta, se o material encontrado pertence a uma ou mais vítimas do desabamento.

Nesta terça (8), haviam sido encontrados outros fragmentos e restos mortais de mais uma vítima. O material recolhido pertence a um adulto do sexo masculino, informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: