Vítima de suposto esquema de pirâmide financeira diz que imagem de Ronaldinho Gaúcho ‘passava segurança’ a investidores

Um homem, que prefere não se identificar, alega que foi vítima do suposto esquema de “pirâmide financeira” realizado por uma empresa pertencente a Ronaldinho Gaúcho. Ele e mais 150 pessoas entraram com uma ação civil coletiva na Justiça de Goiás, que já até agendou uma audiência sobre o caso. O ex-jogador está preso no Paraguai suspeito de utilizar documentos falsos.

A defesa de Ronaldinho informou à TV Anhanguera que só vai se manifestar nos autos do processo.

O investidor afirma que foi atraído pela promessa de rendimento de 2% ao dia. Ele conheceu a empresa por meio de um amigo e acreditou no negócio ao ver que Ronaldinho se apresentava como garoto-propaganda.

“Quando a 18K Ronaldinho [nome da empresa] veio com o nome do Ronaldinho, ele sendo realmente o dono e fazendo todas as ações de marketing e garantindo que realmente podia entrar, que ele mesmo não entraria em algo, não colocaria o nome dele em algo que não tivesse credibilidade, isso passava pra nós investidores uma segurança”, afirma.

Ele salienta ainda que entrou no negócio criando 55 contas. Em quatro meses, depositou em criptomeoedas o equivalente a R$ 1 milhão. No início, relata que conseguia fazer resgate, mas diz que há um mês o sistema está fora do ar.

“É inacreditável que você faça um investimento tão alto como foi o meu caso e de muitas pessoas dentro que uma empresa que tinha um nome, carregava o nome de alguém que era uma celebridade internacional e pudesse tomar um tombo tão grande quanto a gente tomou”, desabafa.

Ação

De acordo com o TJ-GO, a audiência sobre o processo da empresa do craque está marcada para o próximo dia 22 de maio, às 14h30, no 1º Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania, em Goiânia.

Na decisão que determinou a audiência, o juiz Abílio Wolney Aires Neto explica que “o comparecimento na audiência é obrigatório (pessoalmente ou por intermédio de representante, por meio de procuração específica)”.

A ação foi movida pelo Instituto Brasileiro de Consumo (Ibedec/GO) em parceria com o advogado Fernando Henrique Barbosa contra a empresa 18k Ronaldinho Comércio e Participação LTDA. Ele afirma que muitas pessoas perderam praticamente tudo.

Imagem divulgada em rede social mostra Ronaldinho Gaúcho em penitenciária em Assunção, no Paraguai, em 9 de março de 2020 — Foto: Reprodução/Repollera

Imagem divulgada em rede social mostra Ronaldinho Gaúcho em penitenciária em Assunção, no Paraguai, em 9 de março de 2020 — Foto: Reprodução/Repollera

“São investimento de uma vida inteira. Às vezes a pessoa deixou um patrimônio, vendeu, investiu e está sem nada, endividado”, afirma Barbosa.

O Ibedec/GO narra que a companhia “não passa de uma simples efetiva pirâmide financeira”, que promete lucros de 400% de juros sobre um valor investido e promessa de ganhos com indicação de novos afiliados.

O processo destaca ainda que apesar de possuir CNPJ, a empresa não possui endereço de sede e somente um telefone de suporte.

Autoridade paraguaia analisa passaportes de Ronaldinho Gaúcho e do irmão dele, Assis — Foto: Ministério Público Paraguai/ Reprodução

Autoridade paraguaia analisa passaportes de Ronaldinho Gaúcho e do irmão dele, Assis — Foto: Ministério Público Paraguai/ Reprodução

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