WhatsApp e Instagram têm funções muito odiadas; veja

Atualizações em apps e serviços são feitas para implementar melhorias, realizar correções e lançar novas funcionalidades. No entanto, nem sempre os novos recursos são bem recebidos pelos usuários. A insatisfação foi generalizada quando as publicações do Instagram pararam de ser exibidas em ordem cronológica, por exemplo.

O mesmo aconteceu quando o Snapchat mudou de visual, o que resultou em uma petição com um milhão de assinaturas. A chegada do Status ao WhatsApp e das Stories ao Facebook também não agradaram e, até hoje, a adesão é limitada no Brasil. Relembre a seguir essas e outras funções odiadas nas redes sociais.

1. Mudança do feed do Instagram
Desde o seu lançamento, em 2010, o Instagram mostrava os conteúdos por ordem cronológica de publicação, ou seja, as mais recentes eram visualizadas antes das mais antigas. No entanto, em meados de 2016, a rede social sofreu uma alteração e passou a permitir que algoritmos selecionassem o que seria relevante para ser exibido a cada usuário. A tencologia leva em consideração três fatores: interesse (levantado a partir do histórico da pessoa), atualidade (ou seja, post mais novos são priorizados) e relacionamento (leva em conta a proximidade entre os usuários).
A atualização não agradou à época e, mesmo hoje, ainda não é bem vista por quem utiliza a plataforma. No entanto, não há planos para alterá-la, uma vez que a companhia garante a sua eficácia. Segundo a empresa, antes do upgrade, 70% das publicações não eram visualizadas pelos seguidores e, após a implementação, os conteúdos postados passaram a ser vistos por 90% de seus amigos.

2. Status online no Instagram Direct
Uma das grandes vantagens de bater papo com os amigos através de mensagem direta no Instagram era o fato do app não denunciar quem usava o chat em tempo real. Assim, era possível demorar para visualizar uma resposta e apenas dizer que não teve tempo para acessar a rede social, por exemplo. A situação, porém, mudou no início deste ano, quando, após uma atualização, o serviço passou a mostrar quem está online e quando o Direct foi visto pela última vez.
Apesar do susto inicial, logo notou-se que o alerta era opcional e poderia ser desativado nas configurações do programa. No entanto, quem decide desligar a opção de status também não é capaz de ver os usuários que estão online no momento.

3. Mudança de visual do Snapchat
Em fevereiro de 2018, o Snapchat teve o seu visual redesenhado com o objetivo de tornar o app mais simples e fácil de usar. A atualização não agradou nem um pouco os usuários, que criaram uma petição em um site para que o software voltasse ao layout antigo. Com o nome de “Remova a atualização do Snapchat”, o abaixo-assinado contou com mais de 1,2 milhão de apoiadores online.
No texto, o criador da solicitação informa que, devido à insatisfação com a mudança, muitos usuários optaram por usar VPNs ou outros apps inseguros como forma de voltar à antiga aparência da aplicação. Meses depois, a causa é considerada vencida por seu criador, devido ao retorno de funções antigas e aprimoramento de outras.

“As histórias de amigos e celebridades estão de volta na guia ‘História’ e foram categorizadas de maneira mais explícita. Os problemas na guia de mensagens foram corrigidos e os snaps e bate-papos não se movem mais aleatoriamente pela guia, uma fonte de frustração para muitos usuários”, explica.

4. Chegada do Status ao WhatsApp
Em 2017, o WhatsApp ganhou uma nova ferramenta que não agradou todo mundo. O Status permite aos usuários publicarem fotos, vídeos, GIFs e textos que duram um dia para indicar o que estão fazendo ou pensando naquele momento. Naquela altura, pareceu que Mark Zuckerberg, dono na aplicação, havia ido longe demais ao implementar funcionalidade de posts efêmeros em mais uma aplicação, depois de levá-la ao Instagram e ao Facebook com o nome de Stories.
Apesar da aparente insatisfação e baixa adesão entre os brasileiros, o recurso tem sido considerado um sucesso. De acordo com uma nota emitida pelo CEO do Facebook em abril, o Status conta com mais de 450 milhões de posts por dia, número duas vezes maior do que as publicações feitas no Snapchat e superior aos 300 milhões obtidos pelas histórias do Instagram.

5. Stories no Facebook
Quando lançou o recurso de Stories no Instagram, em agosto de 2016, Mark Zuckerberg recebeu muitas críticas de usuários que alegavam que a função de posts com duração de 24 horas seria um plágio do Snapchat. Quando as pessoas estavam se acostumando com a ferramenta na rede de compartilhamento de fotos e vídeos, o empresário decidiu, em novembro de 2017, levá-la a outra de suas plataformas, o Facebook, sob o mesmo título.
Se no Instagram o recurso deslanchou, no Facebook parece não ter tanta adesão, mesmo com maciço investimento em filtros de realidade aumentada e em ferramentas de edição como o Doodle, que permite fazer desenhos em três dimensões em fotos.

6. Feed de notícias no Facebook
Nem todos se lembram, mas em 2006, o Facebook recebeu uma atualização crucial, mas que, em um primeiro momento, não deixou os usuários nada felizes. Com o lançamento do Feed de Notícias, os usuários passaram a ver, sem precisar acessar o perfil, os publicações feitas pelos outros e não somente aqueles que diziam respeito a eles. Alguns dos insatisfeitos, inclusive, acamparam em frente à sede da empresa para protestar contra a novidade.
época, 10% das pessoas com conta na rede ameaçavam deixá-la, devido à mudança. Inicialmente, o grande fluxo de informações não agradou as pessoas, mas depois tornou-se o grande trunfo da rede, fazendo com que o engajamento dobrasse.

Três anos após o lançamento, a funcionalidade já era bastante aceita, mas se viu em meio à outra polêmica. Em 2009, as publicações deixaram de ser exibidas em ordem cronológica e, assim como ocorreu no Instagram, passaram a ser mostradas a partir da decisão de um algoritmo sobre o que seria prioridade ou não.

7. ‘Facebookzação’ do Orkut
Em uma medida de tentar recuperar o público que migrava cada vez mais para o Facebook, o Orkut também implementou, em 2009, o recurso de feed de notícias. Antes só era possível “fuxicar” alguém ao entrar em seu perfil. A partir da mudança, todas as atualizações tornaram-se visíveis sem precisar sair de sua própria página inicial. Além disso, a rede social ganhou uma caixa chamada de “O que há de novo” e teve o visual redesenhado, com cores personalizadas e sugestões de amigos.
8. Visual poluído do MSN
O ano de 2011 marcou uma grande mudança em um dos mensageiros mais populares da época. Popularmente conhecido como MSN, o Windows Live Messenger ganhou novo visual e uma série de recursos, como agrupamento de conversas por abas e integração com redes sociais e com o Hotmail. Tantas funcionalidades em um só programa não agradaram muito, além de terem deixado a aplicação com um layout um tanto poluído. O resultado? Vários usuários abandonando a versão e retornando à anterior, por não se adaptar às transformações.

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