WhatsApp Gold 2019: quatro coisas que você precisa saber sobre o boato

O golpe do WhatsApp Gold (ou WhatsApp Plus) surge com diferentes formas para atingir os usuários por meio de um malware capaz de roubar dados pessoais. Uma delas é o suposto vídeo chamado “Martinelli” que, ao ser reproduzido, liberaria um vírus preparado para destruir o celular. O conteúdo chamou a atenção de alguns usuários brasileiros em junho do ano passado no Fórum do TechTudo. No entanto, a mensagem parece ter se espalhado para outros países em janeiro de 2019, conforme publicação do jornal britânico The Sun na última sexta-feira (4).

O boato sobre o WhatsApp modificado surgiu em 2016 e, na ocasião, foi identificado como golpe por especialistas da empresa de segurança digital Kaspersky Lab. O falso software promete adicionar funções extras, como mudar a cor e visualizar os visitantes do perfil do app. Originalmente, a estratégia consistia em levar o usuário a clicar em um link no qual seria possível baixar a suposta versão Premium da rede social. No entanto, o endereço redirecionaria a vítima a um site infectado por um malware malicioso. Aparentemente, o vídeo “Martinelli” seria capaz de fazer o mesmo.

Boato de vídeo infeccioso circula pelo WhatsApp — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Vale ressaltar que as lojas oficiais de aplicativos para celulares Android e iPhone (iOS), respectivamente, Google Play e App Store, não oferecem nenhum programa chamado WhatsApp Gold. Além disso, é preciso estar atento para não clicar em links suspeitos. Confira na lista abaixo quatro fatos sobre o golpe do WhatsApp Gold.

1. O WhatsApp Gold apareceu pela primeira vez em 2016
Há três anos, usuários do WhatsApp no Brasil começaram a receber uma mensagem com um anúncio para instalar uma versão especial do aplicativo, usada supostamente por celebridades. Com um ícone dourado, o WhatsApp Gold prometia funcionalidades como fazer chamadas de vídeo em grupo, enviar 100 fotos de uma só vez, deletar mensagens horas depois do envio, entre outros benefícios.

WhatsApp Gold promete recursos VIP — Foto: Reprodução/TechTudo

Com o objetivo de atingir o maior número de vítimas possível, os golpistas exigiam que, antes de clicar no link para fazer o upgrade, a pessoa repassasse a mensagem a dez contatos ou cinco grupos de WhatsApp. Ao clicar na armadilha, o usuário acabava por assinar falsos planos premium em seus celulares – nas linhas pré e pós-pagas. A estratégia usada por cibercriminosos tinha o objetivo de lucrar com o uso indevido de informações das vítimas.

2. O vídeo “Martinelli” não é real

Quanto à veracidade do boato, os usuários do WhatsApp podem ficar despreocupados: não há evidências de que o vídeo citado na mensagem viral exista. O site de checagem de notícias Snopes apurou que o texto apareceu pela primeira vez na Espanha, em 2017, e foi descoberto pela Polícia Nacional no mesmo ano.

Boato do vídeo Martinelli começou na Espanha, em 2017 — Foto: Reprodução/Policia Nacional Espanhola

Aparentemente, o propósito da mensagem é espalhar medo entre os usuários. No entanto, é importante ressaltar que, embora a ameaça seja fictícia, o WhatsApp Gold representa um perigo real, capaz de infectar o smartphone da vítima com malwares.

3. O vírus retorna com diferentes tipos de iscas

Fontes exclusivas estariam entre os recursos do WhatsApp Gold — Foto: Divulgação/PSafe

Há pelo menos dois anos e meio os golpistas articuladores do WhatsApp Gold têm variado o conteúdo das mensagens e se valem de novos recursos para atingir usuários desatentos. Além das vídeochamadas em grupo, do envio massivo de fotos e da possibilidade de deletar mensagens horas após o envio, já foram oferecidas funcionalidades como novas fontes e emojis. A fonte de contração do vírus, no entanto, permanece a mesma: um link infeccioso.

4. Proteja-se
Boas ações de uso podem ser adotadas para garantir uma experiência mais segura no WhatsApp. O TechTudo tem uma lista com seis práticas que devem ser evitadas na rede social. Entre elas estão esquecer de ativar a verificação em duas etapas e ativar o download automático de mídias, por exemplo.

No que diz respeito a golpes, uma recomendação importante é redobrar a atenção a mensagens de conteúdo duvidoso. Mesmo que elas venham de um amigo, se o texto parecer suspeito ou trouxer informações boas demais para serem verdadeiras, não toque, compartilhe ou encaminhe as mesmas. O mensageiro tem investido em ações para combater esses links maliciosos.

Desconfie de mensagens que ofereçam recursos exclusivos, ofertas ou prêmios — Foto: Reprodução/Eduardo Manhães

Algumas características ajudam a detectar spam e golpes. Fique sempre alerta em relação a mensagens que possuem erros ortográficos ou gramaticais ou que solicite o encaminhamento de informações pessoais, como número e senha do cartão de crédito ou conta bancária, data de aniversário, CPF e etc. Outro pedido comum é para abrir um determinado link e ativar um suposto novo recurso. Upgrades são instalados apenas por meio das atualizações oficiais do WhatsApp.

É possível denunciar o recebimento de uma mensagem suspeita a partir de um número desconhecido no próprio aplicativo e bloquear o remetente. Caso a mensagem venha de um contato, apague e informe que se trata de um spam ou golpe.

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