Contudo, há pontos fora da curva como a França, com 75% das pessoas imunizadas, e a Espanha, com quase 80%.

O desafio agora é convencer os não vacinados a se imunizarem. Na Áustria, diante de um novo recorde de contágio, o governo decretou lockdown para as pessoas que recusam a imunização. Se saírem às ruas poderão tomar uma multa de 500 euros (R$ 3,3 mil). A medida tornou a Áustria a primeira nação europeia a retomar o confinamento rígido, como acontecia no ano passado, no início da pandemia. Até agora no país, apenas 65% da população se vacinou, percentual inferior à média europeia, que é de 67%. Holanda, Bélgica e Alemanha também retomaram as medidas restritivas. No momento em que o inverno europeu se aproxima, começa um período de maior suscetibilidade a infecções respiratórias. O que não é aceitável é as pessoas das regiões mais desenvolvidas do planeta desprezarem a ciência de maneira egoísta, sem levar em conta o impacto na sociedade de sua resistência à imunização. Se há uma característica marcante dessa quarta onda que assola a Europa é que a responsabilidade sobre ela pode ser colocada toda nas costas dos negacionistas e do movimento antivacina, que estão limitando o alcance da proteção e gerando dúvidas inoportunas na população.