Após acordo, trabalhadores de serviços essenciais passam a usar transporte público em Sorocaba

A partir desta segunda-feira (30), trabalhadores de alguns setores poderão usar o transporte coletivo em Sorocaba (SP). A decisão foi tomada em um novo acordo entre a prefeitura e o Sindicato dos Rodoviários. Agora podem circular pessoas que trabalham em supermercados e farmácias, vigilantes bancários e funcionários da CPFL.

A confusão começou na última segunda-feira (23), quando o sindicato decidiu parar a frota do transporte público por conta do agravamento do quadro de propagação do novo coronavírus no país.

No entanto, a prefeitura entrou com uma liminar, aceita pela Justiça, determinando que 60% da frota rodassem em horários de pico e 40% no restante do dia. Mas, em reunião com o sindicato, ficou decidido que 40% da frota fariam o transporte apenas de trabalhadores de setores específicos.

No início, apenas os funcionários das redes de saúde pública e particular, profissionais da segurança pública, trabalhadores da coleta de lixo, do Ceasa e do Saae, além de pacientes em tratamento contínuo, com consultas marcadas e pessoas doentes que precisam se locomover até as unidades de saúde é que tinham autorização para usar o transporte.

No entanto, a medida gerou muita polêmica, já que muitos funcionários dos serviços essenciais não tinham acesso aos ônibus para ir trabalhar. Por isso, as partes se reuniram novamente para resolver o impasse, optando por incluir outros setores.

Sindicato e prefeitura divergem sobre paralisação

Em nota à imprensa, a Urbes afirma que foi surpreendida pela paralisação da categoria, que classificou como “imposta e radical”. Segundo a empresa, o sindicato não comunicou nenhum órgão oficial sobre a intenção de interromper o serviço de transporte e não houve nenhuma proposta para contornar a situação.

Já o Sindicato dos Rodoviários afirmou que notificou as empresas de transporte com 72 horas de antecedência, em um documento protocolado no dia 20 de março.

Documento foi enviado para as empresas da transporte em Sorocaba — Foto: Reprodução

No documento de duas páginas endereçado à empresa Consórcio Sorocaba, o sindicato lista vária requisições, como higienização dos veículos e disponibilização de álcool em gel.

No 4º item, o sindicato pede a redução mínima de 30% da frota em circulação na cidade em até 72 horas.

Já no item seis, o documento diz o seguinte: “garantia de emprego e salário a todos os trabalhadores, caso ocorra agravamento na proliferação do vírus, onde poderá haver suspensão total dos serviços de transporte”.

A Urbes afirma que não recebeu o documento protocolado pelo sindicato e avalia que não estava clara a informação de que o transporte iria ser totalmente paralisado.

Já o sindicato afirmou, por meio de nota, que “o agravamento na proliferação do coronavírus foi comunicado à população brasileira pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por meio de portaria que decretou estado de transmissão comunitária do novo coronavírus em todo o Brasil”.

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