Brasil tem janela de oportunidades para reindustrialização verde, diz presidente do BNDES
Estratégias visando transição energética utilizadas pela Europa e Estados Unidos são exemplo para o Brasil
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, defendeu que o Brasil siga o exemplo de EUA e Europa para reindustrializar sua economia de forma sustentável. Para isso, o país precisa de investimentos públicos em setores como energia renovável e tecnologia.
Mercadante fez a afirmação durante a Comissão de Meio Ambiente do Senado, nesta terça-feira (31). Ele ressaltou a avaliação feita por diferentes autoridades brasileiras de que o país vive uma “janela histórica de oportunidades” que são das mudanças e da reorganização da economia global.
“Há 500 bancos públicos no mundo. Eles têm patrimônio de US$ 18,7 trilhões e respondem por 10% dos investimentos. Os norte-americanos estão botando US$ 383 bilhões na transição [energética]. Isso é subsídio do Estado americano. É política de compra do Estado; é protecionismo. Há inclusive mais US$ 280 bilhões [em investimentos] para microprocessadores, visando atrair as plantas industriais”, disse Mercadante.
O presidente do BNDES explicou que está em curso “uma redistribuição da cadeia global de valor”, e nesse sentido, os EUA estão “cuidando do próprio quintal” ao se reindustrializarem. “Os Estados Unidos acordaram. Já na Europa, são 806 bilhões de euros sendo colocados na economia”, complementou.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, defende que o Brasil siga o exemplo de EUA e Europa para reindustrializar sua economia de forma sustentável. Para isso, o país precisa de investimentos públicos em setores como energia renovável e tecnologia.
Mercadante critica a agenda neoliberal, que prega o Estado mínimo, e afirma que o Brasil precisa de um papel ativo do governo para aproveitar a “janela de oportunidade” que se abre com a transição energética. Ele também destaca que o país é uma referência de estabilidade e paz, o que pode atrair investimentos estrangeiros.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Por: Metro1


