Perspectiva para 2024: O que podemos esperar da política baiana?
É difícil antecipar o desfecho desses embates, entretanto, as lutas pelo poder prometem ser intensas no ano vindouro
O ano de 2024 está destinado a começar com uma acirrada disputa no cenário político da Bahia. A razão para isso é a iminente concorrência entre deputados e ex-parlamentares pela vaga no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Uma cadeira ficará vaga na Corte em 22 de dezembro, quando o conselheiro Fernando Vita se aposentará compulsoriamente ao atingir a idade de 75 anos.
O atual presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Adolfo Menezes (PSD), afirmou que apenas em fevereiro, quando os trabalhos da Casa forem retomados, abrirá as inscrições para o cargo. Diversos interessados já manifestaram desejo de concorrer à posição. Curiosamente, alguns que anteriormente manifestaram intenção de abolir a Corte de Contas agora almejam tornar-se conselheiros. São eles: o ex-deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos) e o deputado estadual Paulo Rangel (PT). Além deles, também estão de olho na cadeira, que oferece um salário substancial e emprego vitalício, o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB), assim como os estaduais Rogério Andrade (MDB), Roberto Carlos (PV) e Fabrício Falcão (PCdoB).
Não é apenas em relação ao TCM que se espera uma briga acirrada. Também se antecipa um confronto intenso pela posição de vice-prefeito de Bruno Reis (União) em 2024, quando ele buscará a reeleição. O presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), afirmou na última sexta-feira (15) que, caso Bruno Reis seja reconduzido, ele cumprirá o segundo mandato integralmente. No entanto, o gestor não assegurou publicamente ainda que permanecerá até o término do mandato, se for reeleito para o segundo mandato.
O certo é que a perspectiva de Bruno Reis renunciar ao mandato em 2026, visando uma candidatura ao Senado ou ao cargo de governador, desperta grande interesse entre os aliados pela vaga de vice em 2024. A atual vice-prefeita Ana Paula Matos (PDT) já avisou que “ninguém vai me empurrar da cadeira”. No entanto, o deputado federal Léo Prates (PDT) e os partidos PSDB e Republicanos estão de olho na vice.
Do lado do governo, a expectativa gira em torno da definição do candidato à prefeitura de Salvador. Durante o final de semana, as negociações progrediram no sentido de confirmar o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) como o postulante do grupo no poder. O governador Jerônimo Rodrigues (PT) assegura que o anúncio oficial ocorrerá ainda neste ano, porém, devido aos frequentes adiamentos, não se descarta a possibilidade de que seja adiado para o início de 2024.
Na Assembleia Legislativa, no próximo ano, deve ocorrer ainda a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que autoriza a reeleição para presidente da Casa. O texto já foi protocolado e aguarda apreciação nas comissões e plenário do Legislativo baiano. Se a proposta for aprovada, ela abrirá caminho para o terceiro mandato consecutivo de Adolfo Menezes como comandante da AL-BA. À Rádio Metropole, o pessedista já confirmou que vai tentar a recondução, se tiver o apoio da maioria dos colegas.
É difícil antecipar o desfecho desses embates, entretanto, as lutas pelo poder prometem ser intensas no ano vindouro.
Foto: Reprodução/Brasil Escola
Por: Rodrigo Daniel Silva


