Referido no caso Marielle, Brazão desfruta de 360 dias de férias
Em 2017, Domingos Brazão e Jose Mauricio Nolasco foram presos temporariamente por participação na Lava Jato
O Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) assentiu aos conselheiros Domingos Brazão e José Maurício Nolasco o direito de tirarem 360 dias de férias, com possibilidade de conversão em dinheiro, referente aos anos de 2017 a 2022, período onde nenhum dos dois desfrutou do benefício, já que estavam afastados do cargo por suspeita de fraude e corrupção.
Brazão e Nolasco, em 2017, foram presos temporariamente no âmbito da Operação Quinto do Ouro, um desdobramento da Lava Jato que investigava o pagamento de propinas a conselheiros do Tribunal de Contas do Rio.
Os conselheiros não responderam se irão optar pelo período de descanso ou pela conversão em dinheiro. “Destaca-se que, até o momento, não houve pedido de conversão de férias em pecúnia”, informou a assessoria de imprensa do TCE-RJ.
Durante esta última semana, Brazão foi citado como mandante do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (Psol) na delação premiada de Ronnie Lessa, acusado de ser o assassino da vereadora e seu motorista, Anderson Gomes, em 2018. Entretanto, a delação precisa ser homologada pelo Superior Tribunal de Justiça. O conselheiro, nega as acusações que o conectam ao crime, ainda diz que a denúncia pode ser parte de uma estratégia dos legítimos assassinos na tentativa de “proteger alguém”.
Foto: Reprodução/Youtube
Por: Metro1


