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‘Bahia é um paraíso para facções’, diz Capitão Alden

Deputado denuncia sucateamento da Polícia Civil e lentidão do Judiciário como causas da explosão da violência no estado

O deputado federal Capitão Alden (PL) foi direto ao apontar os fatores que, segundo ele, explicam por que a Bahia se tornou o estado mais violento do país. Durante o evento SOS Bahia – Caminhos para mudar a segurança pública do nosso estado, nesta quinta-feira (6), em Salvador, o parlamentar fez uma fala contundente sobre o que entende ser a falência da estrutura de segurança pública e do sistema de Justiça no estado.

“Hoje, na Bahia, existem mais de 10 mil homicídios sem solução. Apenas 14 a 15% dos crimes são elucidados. Temos uma Polícia Civil com apenas 5.300 agentes para 417 municípios. Em 200 deles não há delegado titular. E em 100, sequer há policial civil”, denunciou.

Alden apontou que a precariedade da Polícia Judiciária compromete todo o sistema: “Se a polícia não consegue apresentar os autores e as provas, o Judiciário não pode punir. A justiça se torna uma miragem”. Segundo ele, o problema se agrava pela morosidade do sistema judiciário baiano: “É o mais lento e mais caro do Brasil. Faltam 350 juízes, e cada um que está na ativa tem cerca de 4 mil processos na mesa. Levamos, em média, quatro anos para julgar um único caso”.

Para o parlamentar, a soma dos fatores cria um ambiente ideal para a proliferação do crime organizado. “As facções se sentem protegidas na Bahia. E só não dominam tudo graças ao esforço dos policiais militares e civis, que, mesmo sem respaldo legal e com uma legislação leniente, seguem sustentando o combate nas ruas”, concluiu.

Com informações do repórter Luiz Henrique, da CBN Salvador.

Foto: Betto Jr. / Divulgação
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