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STF inicia julgamento do núcleo de desinformação da trama golpista

Sete réus enfrentam acusações de desinformação e ataque às instituições

O Supremo Tribunal Federal inicia nesta semana o julgamento do núcleo 4, composto por sete acusados de atuar em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. As sessões ocorrem nos dias 14, 15, 21 e 22 de outubro, com a Primeira Turma responsável pelo caso, agora sob a presidência do ministro Flávio Dino.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, o grupo espalhou informações falsas com o objetivo de desacreditar o processo eleitoral e as urnas eletrônicas, em articulação com o núcleo central da organização, supostamente liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A acusação também aponta o uso da estrutura da Abin para disseminar desinformação.

A PGR já apresentou as alegações finais e solicitou a condenação de todos os réus, que, por sua vez, negam envolvimento. Este é o segundo núcleo do suposto plano golpista a ser julgado; o primeiro resultou em condenações em setembro. A nova etapa começa com a leitura do relatório, seguida pelas manifestações da PGR e das defesas.

Os réus são militares da reserva, um policial federal e representantes de entidades civis. O julgamento seguirá com a apresentação dos votos dos ministros, conforme calendário definido pelo STF, sob responsabilidade de Dino, que coordena os trabalhos da sessão.

Confira os dias e horários das sessões:

14 de outubro de 2025 — das 9h00 às 12h00
14 de outubro de 2025 — das 14h00 às 19h00
15 de outubro de 2025 — das 9h00 às 12h00
21 de outubro de 2025 — das 9h00 às 12h00
21 de outubro de 2025 — das 14h00 às 19h00
22 de outubro de 2025 — das 9h00 às 12h00
Saiba quem são os réus do núcleo 4:

Ailton Gonçalves Moraes Barros, major da reserva;
Ângelo Martins Denicoli, major da reserva;
Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do IVL (Instituto Voto Legal);
Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente;
Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel;
Marcelo Araújo Bormevet, policial federal; e
Reginaldo Vieira de Abreu, coronel.

Foto: Rosinei Coutinho/STF
Por: Metro1

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