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Jornalista pediu para jovem com hidrocefalia “se arrastar” no chão por doações em Pix, conta delegado

Novas revelações sobre as ‘artimanhas’ supostamente utilizadas por um dos jornalistas da Record TV Itapoan para esquematizar o ‘golpe do pix’ foram feitas pelo delegado Charles Leão, titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Estelionato por Meio Eletrônico (DreofCiber), que investiga o desvio de doações feitas durante apresentação do programa da emissora.

Indiciados pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e estelionato, os jornalistas Marcelo Castro e Jamerson Oliveira correm o risco de sofrer uma pena ainda maior, caso sejam condenados. Isso porque o crime de estelionato, supostamente cometido pela dupla, teria sido realizado contra pessoas vulneráveis.

Aparentemente, um dos jornalistas indiciados no caso tinha o costume de pedir para que as vítimas tomassem algumas atitudes ao vivo para poder aumentar as doações feitas via pix, que eram supostamente desviadas por ele.

O delegado Leão conta que, em um dos casos, o suspeito chegou a pedir que um jovem com hidrocefalia rastejasse no chão para possivelmente aumentar o número de doações dos telespectadores.

“Até me chocou bastante [o caso de] um jovem com hidrocefalia, que teve o triciclo roubado. Um jornalista convidou ele a se largar no chão e se arrastar para comover as pessoas”, conta o titular da DreofCiber, que reforçou a necessidade que as vítimas tinham de receber as doações, por conta da situação de vulnerabilidade.

Foto Joilson César/BNews
BNews

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