Açougue anti-PT exibe foto de Bolsonaro em corte de carne nobre
Com cortes de carne acompanhados de fotos de líderes da direita e cartazes polêmicos na entrada, um açougue de Goiânia ganhou destaque nacional nesta semana por exibir faixas com mensagens contrárias a apoiadores do PT.
O local, que ficou conhecido por alimentar o discurso anti-PT, tornou-se ponto de encontro para simpatizantes da direita, que passaram a visitar o estabelecimento para tirar fotos ao lado dos cartazes e dos cortes de carne que agora levam a fotografia de líderes políticos da direita.
A polêmica ganhou força após o açougue expor uma nova placa com os dizeres. “Ladrão aqui não é bem-vindo. E quem apoia ladrão, também não.” A mensagem substituiu um antigo aviso que dizia que petistas não eram bem-vindos no local.
Com a repercussão, o Ministério Público de Goiás solicitou a remoção da placa por considerar o conteúdo discriminatório. Mesmo assim, o estabelecimento acabou viralizando nas redes sociais e, segundo funcionários, o movimento aumentou.
“Vemos petistas virem aqui reclamar. Lá fora, em frente à placa, o pessoal já começa a discutir e depois entra aqui criando ainda mais confusão. Eu já até fui ameaçada”, contou uma funcionária que preferiu não se identificar.
Apesar dos episódios de tensão, uma vendedora ambulante que trabalha nas proximidades relatou que as situações de conflito são raras.
“Olha, eu fico aqui vários dias e nunca tinha visto um ataque. Esse foi o primeiro”, afirmou, apontando na direção tomada por um motorista que passou xingando.
Apesar das polêmicas, o açougue se tornou ponto de encontro para apoiadores da direita, como a empresária Anne Amaral, de 33 anos, que elogiou a postura antipetista do proprietário e a qualidade dos produtos e do atendimento. Ela também disse achar engraçada a exposição das carnes com fotos de líderes políticos, por considerar algo ligado à direita e ao agronegócio, pautas que defende.
A denúncia contra o estabelecimento foi feita pelo deputado estadual Mauro Rubem (PT), após a fixação do cartaz no dia 7 de setembro. O caso levou o Ministério Público a acionar a Justiça, que determinou a retirada da placa e proibiu novas manifestações do mesmo teor, tanto no local quanto nas redes sociais.


