Airbnb é condenado a pagar indenização a mulher que ficou paraplégica após queda em casa alugada na Bahia; relembre o caso
O Airbnb foi condenado a custear os gastos mensais com o tratamento médico de uma hóspede que caiu de uma altura de quatro metros em uma casa alugada pela plataforma em Itacaré, destino turístico da Bahia. A decisão é do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e foi proferida em 27 de novembro, segundo informações do UOL.
Daniella Maia, de 42 anos, morava na Austrália e estava de férias no Brasil para visitar a família quando sofreu o acidente, no dia 16 de janeiro. Ela caiu ao se apoiar no parapeito da varanda do imóvel alugado, que, de acordo com o processo, apresentava “fragilidade da estrutura de madeira”. A estrutura não tinha fixação metálica e possuía rachaduras profundas.
Após a queda, Daniella foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada a um hospital da região. Em seguida, foi transferida para Ilhéus e, devido ao agravamento do quadro, transportada para Brasília em uma UTI aérea.
A vítima ficou paraplégica, com perda total de movimentos e sensibilidade da cintura para baixo. Atualmente, utiliza cadeira de rodas e segue em tratamento médico, fisioterapêutico e psicológico.
A defesa de Daniella havia solicitado que o Airbnb arcasse com R$ 40 mil mensais para despesas médico-hospitalares, medicamentos e cuidadores, até o fim do julgamento, uma vez que ela não possui plano de saúde e precisa de home care. O pedido também incluía o pagamento integral dos gastos anteriores já comprovados, mediante notas fiscais e relatórios médicos.
A Justiça, porém, acolheu parcialmente o pedido. O desembargador Roberto Freitas Filho determinou que a plataforma deve ressarcir as despesas médicas mensais e os valores já pagos pela família, desde que apresentados os comprovantes.
Segundo a decisão, a empresa já havia feito o reembolso parcial dos custos, e a seguradora pagou R$ 457.314,70 à hóspede em abril. Os gastos de Daniella com a saúde ultrapassam R$ 600 mil, de acordo com a defesa.
Por causa do tratamento, a mulher está morando na casa do pai, no Distrito Federal, responsável pelo pagamento dos custos. Segundo o advogado Davi Sá, o genitor chegou a fazer empréstimos para conseguir arcar com os valores do tratamento da filha.
Ao UOL, o Airbnb argumentou que o caso segue em andamento na Justiça. A empresa ainda afirmou que “cumprirá as determinações legais relativas ao caso, tomando as providências cabíveis ao término do julgamento definitivo”.


