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Após vencer o câncer, Preta Gil é homenageada com lei de conscientização da doença no Rio de Janeiro

Cantora anunciou a cura da doença em março desde ano

Após passar por uma luta contra um câncer colorretal, tumor que afeta um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto, a cantora Preta Maria Gadelha Gil Moreira, filha do cantor Gilberto Gil, é homenageada com um projeto de lei na cidade do Rio de Janeiro.

Proposto pela vereadora Verônica Costa, em parceria com os vereadores Marcos Paulo e Niquinho, “a campanha permanente de prevenção ao adenocarcinoma [tipo de câncer] tem a finalidade de promover e conscientizar a população acerca da doença, as formas de prevenção e os tratamentos”, como está escrito no segundo artigo da Lei Preta Gil.

Após quase um anos de tratamento, a cantora usou as redes sociais, em dezembro do ano passado, para anunciar que estava curada da doença, também chamada de câncer de cólon e reto. Na publicação, preta escreveu que “eu tiro algumas coisas muito positivas desses 12 meses de tratamento, de um tratamento árduo, um tratamento muito sofrido, mas que eu venci e tiro lições muito positivas. Acho que a maior de todas elas é realmente ver esse amor todo materializado”.

CÂNCER COLORRETAL

*Com informações da Agência Brasil*

Estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indica o surgimento de 44 mil novos casos por ano de câncer de intestino, ou câncer colorretal, no Brasil, com 70% concentrados nas regiões Sudeste e Sul. A alimentação pobre em fibras está relacionada ao aumento do número de casos de câncer colorretal, confirmou o cirurgião oncológico, Rubens Kesley, coordenador do Grupo de Câncer Colorretal do Inca.

Outro fator que pode levar ao câncer colorretal é a carne vermelha, especialmente aquela usada em churrascos, queimada, com muita gordura. Outro cuidado que se deve ter é com a saúde bucal, porque há uma bactéria na boca que favorece o desenvolvimento da doença.

Em todo o mundo, a colonoscopia foi o método considerado mais eficiente para a prevenção do câncer colorretal, afirmou Kesley. Isso se explica porque o câncer do intestino não começa grande. “Ele é descoberto grande. Mas já foi um pólipo, já foi pequenininho”. Nesse estágio, a colonoscopia retira esses pequenos pólipos. “A colonoscopia é uma arma, comparável a uma bomba nuclear, contra o câncer colorretal, porque ela consegue prevenir, identificar precocemente, ver ainda na fase de pólipo, e consegue tratar, porque remove o pólipo, sem precisar de cirurgia, economizando milhões. No diagnóstico, o médico identifica que ali há um tumor, e no tratamento, se houver um pequeno tumor, você já cura o doente. O câncer é removido por colonoscopia, em algumas situações selecionadas.

Foto: Redes sociais / @pretagil
Aratu On

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