CPI do Aborto é denunciada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos
Representantes de 15 organizações e entidades da sociedade civil acionoram a relatoria para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos denunciando a CPI do Aborto instalada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Eles fazem um alerta para possíveis atos de intimidação que possam ser praticados pelo colegiado, através do documento enviado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
A Comissão Parlamentar de Inquérito investigará o caso da menina catarinense de 11 anos que, grávida após ser vítima de um estupro, foi induzida por uma juíza a desistir do aborto legal. A CPI foi criada após solicitação da deputada estadual bolsonarista Ana Campagnolo (PL), que questiona a atuação dos jornalistas que revelaram o caso, se houve crime na realização da interrupção da gestação e se foi feita falsa comunicação do crime de estupro.
Eles destacam que, por vezes, a deputada Ana Campagnolo se referiu ao episódio como sendo fruto de “lobby abortista” e da “imprensa feminista” —o que evidenciaria seus reais objetivos com a criação da CPI.
Bnews
Foto Divulgação/Alesc


