NotíciasÚltimas

Daniel Alves recebe liberdade provisória pela Justiça espanhola

Jogador, condenado por estupro, ganha liberdade provisória mediante pagamento de fiança de 1 milhão de euros. De acordo com o jornal espanhol ‘La Vanguardia’, o pai de Neymar vai fazer o pagamento.

Na Espanha, a Justiça concedeu liberdade provisória ao jogador Daniel Alves, condenado por estupro.

Daniel Alves terá que pagar uma fiança de um milhão de euros, o equivalente a quase R$ 5,5 milhões. O brasileiro está com as contas bancárias bloqueadas devido a uma disputa judicial no Brasil com a ex-esposa.

De acordo com o jornal espanhol La Vanguardia, o pai de Neymar vai fazer o pagamento da fiança. E Daniel poderá sair da prisão logo em seguida, o que deve acontecer nesta quinta (21).

Em fevereiro, ele foi condenado a quatro anos e meio de prisão por ter estuprado uma mulher em uma boate de Barcelona no dia 30 de dezembro de 2022. A defesa recorreu da condenação alegando inocência de Daniel Alves, também pediu a liberdade provisória do jogador enquanto o recurso é analisado.

Durante as investigações, Daniel teve quatro pedidos semelhantes negados, principalmente pelo risco de fuga, já que o Brasil não extradita cidadãos brasileiros para outros países.

Desta vez, a Justiça entendeu que a prisão preventiva não é mais necessária. Primeiro, porque o risco de fuga diminuiu já que Daniel foi condenado a uma pena de quatro anos e meio, bem menor do que a pena máxima para o crime que é de 12 anos, e também porque ele seria solto em janeiro, antes de todos os recursos serem julgados. Na Espanha, a prisão preventiva tem limite de dois anos e Daniel está preso desde janeiro de 2023.

Daniel Alves vai ter que entregar os dois passaportes que tem, o brasileiro e o espanhol, como garantia de que não vai sair da Espanha. Ele também deverá manter uma distância de 1 quilômetro da vítima, além se apresentar ao tribunal uma vez por semana.

A advogada da vítima, Ester Garcia, vai recorrer da liberdade condicional concedida ao brasileiro. Ela afirmou que recebeu a notícia com indignação. E que essa decisão mostra que a justiça favorece os ricos.

Foto: Alberto Estevez/Reuters
G1

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *