Egito descarta abertura da fronteira por temer ocupação do Sinai
Palestinos que hoje vivem na Faixa de Gaza tentam fugir de áreas sob bombardeio de Israel.
A instalação de palestinos na Península do Sinai é motivo de preocupação para o governo do Egito por envolver questões territoriais (não criar riscos futuros sobre o controle do Sinai), econômicas (inexistência de infraestrutura suficiente para atender grande quantidade de refugiados) e de segurança (temor de que integrantes do Hamas se instalem na região).
O chanceler Mauro Vieira conversou por telefone, com o ministro das Relações Exteriores do Egito, Sameh Shoukry, e reuniu algumas dessas informações. Segundo relatos feitos à CNN Brasil, um dos maiores temores é a instalação de integrantes do Hamas no Sinai. O grupo radical islâmico tem forte ligação com a Irmandade Muçulmana, rival do governo no Cairo e visto como um fator de desestabilização no país.
Relatos indicam que o Egito quer preservar suas boas relações com Israel, com quem assinou um acordo de paz e tem laços diplomáticos desde a década de 1970. Mas as autoridades egípcias sinalizam que apenas liberar a passagem de Rafah seria uma espécie de “sabotagem” à causa palestina, deixando Gaza livre para a tomada por forças israelenses.
Algumas fontes explicaram que o Egito descarta a liberação da fronteira para maioria dos habitantes de Gaza, limitando as autorizações para a comunidade de 6 mil a 7 mil estrangeiros, ou cidadãos com dupla nacionalidade, que moram no território palestino.
Para o Itamaraty, os critérios de autorização dos estrangeiros não estão claros, por isso preferem não fazer outras previsões sobre a saída do grupo de 34 brasileiros retidos em Gaza.
Foto: Itamaraty/Divulgação
Por: Metro1


